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#NoCorre da Carol Benvindo

Com a matéria e vídeo-entrevista da Carol – produtora cultural, comunicadora e ativista – damos início a uma série com depoimentos de jovens negras e negros de Niterói e São Gonçalo. Trata-se de vídeos diretos, cuja honestidade e intimidade nos ajudam a perceber parte da enorme riqueza humana e criativa que o mercado formal de trabalho desperdiça devido a um racismo estrutural que continua a excluir e discriminar.

#QualPerfil de quem está #NoCorre e não parou simplesmente porque a barreira social do preconceito racial não queria que seguisse em frente? Vamos conhecer um pouco da vida dessa galera cheia de vontade, afeto e criatividade!


Gonçalense, vinte e cinco anos, negra, moradora do Jardim Catarina. Caroline Benvindo é uma jovem com sede de autoconhecimento que redescobriu seu lugar no mundo ao abandonar um negócio próprio para entender o que ela queria de fato. Seu norte é o lugar de onde vem: “Sou moradora do Jardim Catarina, São Gonçalo”, para onde ela volta suas atenções no Projeto Nós por Nós.

Mobilizada junto à Frente Papa Goiaba em torno das Campanhas #QualPerfil e [r+H] recursos Mais Humanos Caroline colocou sua imagem e sua trajetória como parte da estratégia de sensibilização da sociedade ara o enfrentamento do racismo estrutural.

“Meu corre começou quando comecei a fazer eventos no quintal de casa. Depois, que já tinha os equipamentos de som e iluminação, passei a levar e fazer festas de aniversário, de quinze anos.” A jovem Caroline ainda trabalhou em uma barbearia e geriu um bar. Empreendedora, queria mesmo era conduzir a própria vida.

Mas o trabalho ocupava muito seu tempo, e Carol começou a se perder na rotina árdua de gerenciar um negócio que não era exatamente o que ela queria fazer na vida. “Teve um momento que eu falei “Cara, não é aqui que eu quero estar. Não quero ser isso. Eu quero fazer outra coisa. Eu vou me descobrir.” E lá foi Benvindo participar de cursos, palestras, workshops que pudessem ajudar a encontrar sua vocação.

Carol Benvindo em entrevista.

A pressão autopunitiva a fazia questionar se estava fazendo o certo, afinal ela já tinha um trabalho. “Esse momento perdida me ajudou a estar nessa fase de hoje.” Mas ela não abria mão de buscar novas experiências, tanto acadêmicas quanto profissionais. “Comecei a fazer curso atrás de curso… e me juntava com amigos e professores pra organizar alguns corres: trilhas, passeios… e com isso a gente já se levantava”.

Houve um momento em que ela precisou decidir se saia do Catarina para trabalhar, ou se ficava e levava o conhecimento que tinha pra dentro da comunidade. Atualmente, Benvindo é coordenadora de comunicação do projeto Nós por Nós, que entre outras ações oferece um curso pré vestibular gratuito e organiza eventos como palestras, feiras e rodas de rap no bairro. Uma forma que a jovem encontrou de retribuir à sua cidade e colaborar para o desenvolvimento de pessoas que, como ela, também esperam mais da vida.

Assista ao vídeo com a entrevista completa


Veja também: Pesquisa RACISMO EMPREGO e JUVENTUDE em Niterói e São Gonçalo

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